segunda-feira, 19 de março de 2012

Quem sabe o valor de uma amizade levanta a mão!

                                                                   Dosti (Amizade)


Amizade é uma relação que nasce para ser perfeita, para não ter interesse e nem fim. Cresci com as frases do Pequeno Príncipe dizendo o quão importante é cativar e a responsabilidade que há nisso. E aprendi desde pequena a criar laços fortes independente de onde, de como, de quando e de porquês...todos os meus amigos são únicos, pessoas imprescindíveis para mim.






Eu converso à aproximadamente dois anos com indanos na internet e tive uma professora de dança indiana em um workshop que era a adorável Manisha Chauhan (unica indiana que conheço pessoalmente) e notei uma coisa bastante interessante no discurso de todos eles que era a importância da amizade, e deixam claro que o sentimento de afeto que a amizade proporciona é maior e mais importante que de repente a de um amor (homem/mulher). Achei lindo!!!! pensei que interessante modo de ver essa relação, a amizade é aquele laço totalmente desinteressado, que você pode levar para o resto da vida, que se julga eterno, e ate lembrei de um poema de Vinicius de Moraes que minhas amigas sempre mandavam pra mim quando era adolescente que diz:

"Eu poderia suportar, embora não sem dor, que tivessem morrido todos os meus amores, mas enlouqueceria se morressem todos os meus amigos! A alguns deles não procuro, basta saber que eles existem. Esta mera condição me encoraja a seguir em frente pela vida...mas é delicioso que eu saiba e sinta que eu os adoro, embora não declare e os procure sempre... "


A valorização da amizade me encantou ao primeiro momento, os milhões de Scraps dizendo bom dia, boa tarde, boa noite em um milhão de línguas regionais indianas, e a determinação em me fazer sentir querida e da família eram de fato algo a se admirar ate perceber que os meninos lá são amigos de meninos, abraçam, fazem festa e as meninas parecem estar em outro mundo, como se houvesse um muro de Berlim separando tudo, e comecei a notar o quanto ele achavam que as mulheres deveriam ser lindas (como obrigação) e eles poderiam ser sujos e bagunçados por que eles podem, direito adquirido por ser homem. Lembrei do filme Sholay da amizade que não acaba e é retratada por dois homens que mesmo se interessando pela mesma moça, eles deixam ela pra lá, por afinal, eles são amigos e isso é o mais importante. A musica Yeh dosti diz bem isso que estou falando...amo essa musica.


Todo esse machismo começou a me incomodar apesar de não mudar meu comportamento e comecei a ver que AMIZADE é algo que não é uma coisa determinada pela cultura, o que existe é pessoas que sabem a importância da amizade e outras que não, seja lá qual for o país, o costumes e/ou a religião.




Eu aprendi nesses últimos anos que cada pessoa é uma, nada pode ser generalizado, fiz amigos no mundo todo, e os que se permitiram ser amigos estão próximos ate hoje e os que queriam apenas uma estrangeira brasileira no profile perderam uma grande oportunidade de ter uma amiga verdadeira. Eu olho meu profile as vezes e vejo mais de cem pessoas lá e acreditem se quiser, consigo me sentir só as vezes, e há dias que ninguém tem tempo nem para um oi (principalmente os da Índia) e quanto aos amigos para sempre, os que consideravam Dosti (amizade) a coisa mais importante que tudo da Índia, quase nenhum fala mais comigo, a novidade passou, e ter amiga brasileira não tem graça nenhuma, se não for um affair, sem algum interesse e o mito cai, e se sinto falta de um amigo hoje em dia, vou procurar por quem sabe o que a palavra Amizade significa seja ela qual língua for...e sinceramente os amigos mais verdadeiros que tenho falam o bom e velho português.



Agora meu momento nacionalista...hehehe...eu notei também que os amigos que fiz em todo Brasil são mais próximos porque só brasileiro sabe fazer carinho ate de longe, chorar e sorrir para uma tela e saber que do outro lado dela tem outra pessoa com coração, que amigo a gente não faz, a gente reconhece e que abraço é para todo mundo seja ela uma menina ou um menino, não há discriminação.
P.S. to chocada ate hoje quando os amigos indianos falaram que nunca abraçaram uma amiga. tst tst.


Hoje estou saudosista porque fui uma menina que brincou muito na rua, que tinha muitos amigos, que viajava com eles, que adotava a família de todo mundo, todo mundo era tio, tia, vó, vô... saudade dessa amizade que é pra sempre no meu coração. Perdi recentemente um amigo indiano muito próximo que me mandou o seguinte poema um mês antes de se afastar me deletando de todas as redes sociais porque a namorada dele não gostava de brasileiras...dedico a vocês, todos os amigos que me toleram principalmente os da comunidade Quero cinema indiano no Brasil que são os que eu perturbo mais...porque o carinho a gente propaga, a tristeza a gente deixa quieta para o tempo curar.


Pode ser que um dia deixemos de nos falar... 
Mas, enquanto houver amizade,
 
Faremos as pazes de novo.
 

Pode ser que um dia o tempo passe...
 
Mas, se a amizade permanecer,
 
Um de outro se há-de lembrar.
 

Pode ser que um dia nos afastemos...
 
Mas, se formos amigos de verdade,
 
A amizade nos reaproximará.
 

Pode ser que um dia não mais existamos...
 
Mas, se ainda sobrar amizade,
 
Nasceremos de novo, um para o outro.
 

Pode ser que um dia tudo acabe...
 
Mas, com a amizade construiremos tudo novamente,
 
Cada vez de forma diferente.
 
Sendo único e inesquecível cada momento
 
Que juntos viveremos e nos lembraremos para sempre.
 

Há duas formas para viver a sua vida:
 
Uma é acreditar que não existe milagre.
 
A outra é acreditar que todas as coisas são um milagre.

Albert Einstein








quinta-feira, 8 de março de 2012

Semana do poder feminino - Dia Internacional da Mulher



Queria começar o post do blog com essa foto bem inusitada de um homem dirigindo um salto alto. Isso aconteceu hoje, no dia internacional das mulheres, em Hyderabad, Sudeste da Índia.  Fico muito feliz quando acontece qualquer tipo de homenagem à mulher na Índia, porque as coisas não são fáceis não. Apesar de todas as mudanças que vem acontecendo, algumas tradições ainda tem feito muitas vitimas por lá. 

Eu gostaria de abrir o ultimo post colocando estatísticas animadoras mostrando como diminuiu o número de vítimas de violência contra a mulher, dizer que todos os rituais sangrentos que as mulheres sofrem, tal como circuncisão feminina, infanticídio, entre outros, tivessem acabado, mas a notícia que tenho é que a luta continua.

Hoje não vou comentar um filme, vi uma matéria em um site sobre as 50 mulheres que mudaram o mundo e decidi de última hora prestar homenagens a essas mulheres engajadas em fazer deste mundo um lugar melhor, mulheres que brigavam e/ou brigam até hoje por melhores condições de vida e por igualdade.

10 MULHERES QUE ADMIRO MUITO E QUE MUDARAM O MUNDO





  1. Aung San Suu Kyi
  2. Birmânia (1945)

  3. Aos dois de idade, Aung San Suu Kyi viu seu pai, Aung San, o herói da independência da Birmânia, na Ásia, ser assassinado por rivais políticos. Aquela imagem ficou em sua cabeça e a motivou, décadas depois, a criar um dos maiores focos de resistência contra a repressão política no país. Em 1988, após passar a juventude em Londres, voltou à terra natal para se tornar líder do movimento contra o regime militar. Assim que seu partido venceu as eleições de 1990, Suu Kyi foi submetida à prisão domiciliar, mas seu nome já era conhecido internacionalmente e o povo de seu país, agora chamado de Miammar, clamava por democracia. Em 1991, mesmo encarcerada, ganhou o Nobel da Paz e, em 2008, segundo a revista Forbes, era a 71ª mulher mais poderosa do mundo. Suu Kyi continua presa até os dias atuais. Nem mesmo a intervenção do presidente americano Barack Obama funcionou para que ela fosse libertada. Apesar disso, ela continua lutando pela liberdade e angariando cada vez mais apoio popular.





  1. Bertha Lutz
  2. Brasil (1894-1976)

  3. A carioca Bertha Lutz foi uma das primeiras militantes no país a lutar pelos direitos de votos das mulheres. Filha do famoso médico Adolfo Lutz, passou boa parte de sua vida se dedicando às causas femininas. Após concluir seus estudos de ciências naturais, em Paris, na década de 20, entrou em contato com feministas européias. Ao voltar ao Brasil, fundou a Federação Brasileira para o Progresso Feminino e representou o país na Liga das Mulheres Eleitoras, nos Estados Unidos. Eleita deputada federal em 1934, batalhou por mudanças nas leis de trabalho para mulheres e crianças e pela igualdade salarial. Em 1975, um ano antes de morrer, fez parte da delegação brasileiro no Congresso internacional da Mulher, no México.




  1. Indira Gandhi
  2. Índia (1917-1984)

  3. Se a Índia atualmente tornou-se um dos países emergentes com maior potencial de desenvolvimento é porque, no passado, uma senhora revolucionou a política do país e enfrentou conflitos religiosos com muita coragem. Indira Gandhi foi a primeira mulher a se tornar chefe do governo indiano. Ela começou a atuar na política nos anos 40, para ajudar o pai, Nehru, que presidia o congresso. Depois foi ministra da comunicação e tornou-se primeira-ministra em 1966 e novamente 1980. Entre suas realizações mais relevantes estão a nacionalização dos bancos e o incentivo para o aumento das plantações de cereais no país. Indira também foi responsável pela entrada de seu país na corrida nuclear, com fins pacíficos. Por conta de conflitos religiosos entre minorias, morreu assassinada em 1984, em Nova Délhi.




  1. Simone de Beauvoir
  2. França (1907-1986)

  3. Ao completar 15 anos, a pequena Simone Lucie-Ernestine-Marie Bertrand de Beauvoir decidiu que queria ser escritora. Fez várias faculdades, como filosofia e línguas, até que, em 1929, conheceu o escritor Jean-Paul Sartre nos auditórios da prestigiada universidade de Sorbonne. Os dois começaram um dos relacionamentos mais notórios da literatura mundial. Embora se amassem, mantinham casos com outras pessoas, num sinal de modernidade incomum à época. Foi justamente essa liberdade tema de seu primeiro romance, A Convidada (1943). Nas obras seguintes, como em Os Mandarins (1954), prosseguiu abordando a liberdade individual e suas teses existencialistas. Para o universo feminino, tornou-se uma grande referência ao publicar O Segundo Sexo em 1949, onde discutiu o papel das mulheres na sociedade. Antes de morrer, em 1981, lançou A Cerimônia do Adeus, um tributo ao eterno marido Sartre.




  1. Madre Teresa de Calcutá
  2. Macedônia/Índia (1910-1997)

  3. Missionária albanesa, de naturalização indiana, Madre Teresa de Calcutá tornou-se um dos maiores símbolos de generosidade em todo o mundo. Até ser considerada uma religiosa santa, passou por uma trajetória de muitas dificuldades. Em 1931, chegou à Índia para ser noviça em Calcutá. Um ano depois, fez seus votos de pobreza e passou a se chamar Teresa, em homenagem à Santa Teresinha, padroeira das missionárias. Em 1946, chocada com a miséria do país, decidiu abrir uma instituição de caridade chamada Ordem das Missionárias da Caridade. Com seu tradicional sari azul e branco, passou a alfabetizar crianças e angariar fundos para os pobres. A igreja católica ajudou-a a difundir seu trabalho em outros países. Em 1979, Madre Teresa ganhou o Nobel da Paz. Ela morreu em 1997 e seis anos depois foi beatificada pelo Papa João Paulo II.



  1. Zilda Arns
  2. Brasil (1934-2010)

  3. Entre as milhares de vítimas do terremoto no Haiti, em janeiro de 2010, estava a religiosa Zilda Arns. A irmã de Dom Paulo Evaristo Arns havia viajado em missão humanitária para difundir o trabalho da Pastoral da Criança, órgão que fundou e administrou até sua morte. Zilda nasceu em Forquilhinha, Santa Catarina e, ao se formar em medicina, decidiu se dedicar a salvar crianças da mortalidade infantil. Para isso, criou uma técnica que envolvia conhecimentos médicos e solidariedade. Em 1980, assumiu o Departamento Materno-Infantil da Secretaria da Saúde do Paraná onde implementou planejamento familiar e tratamento contra o câncer ginecológico, entre outros projetos. Em 1983, criou a Pastoral da Criança e passou a estender sua solidariedade a famílias pobres de mais de 4 mil municípios brasileiros.



  1. Rosa Parks
  2. Estados Unidos (1913-2005)

  3. Assim como Martin Luther King, a costureira negra Rosa Parks, nascida no estado do Alabama, foi uma figura essencial na luta pelos direitos civis dos negros americanos. Ela ganhou fama quando, em 1955, quando se negou a dar seu lugar no ônibus a um branco, o que gerou revolta entre os racistas e deu origem a um movimento de negros contra a discriminação. Seu gesto repercutiu entre a sociedade negra que, em pouco tempo, elegeu-a como uma de suas mais importantes representantes. Sua atitude virou exemplo nos sermões que o pastor Martin Luther King fazia para conclamar os negros americanos a lutarem por seus direitos. Juntos, os dois por fim mudaram a vida de negros no mundo todo. Rosa morreu em 2005, de mal de Alzheimer.



  1. Elis Regina
  2. Brasil (1945-1982)

  3. Quando o sábio poeta Vinícius de Moraes apelidou-a de pimentinha, sabia o que estava fazendo. Aquela pequena cantora gaúcha, de olhar forte e braços que se moviam como hélices no palco, entoando clássicos da bossa nova, do samba e do jazz, esquentou a MPB como nenhuma outra. Não só pelo talento, mas por sua história pessoal. A trajetória de Elis Regina começou nos festivais da Rede Record nos anos 60, onde emocionou plateias com a música Arrastão. Engajada, a cantora encampou a luta contra a ditadura no início dos 70 e abraçou a bandeira das causas femininas nos anos 80. Elis cantou seus amores e desamores em álbuns notórios como Falso Brilhante, de 1975, e Trem Azul, de 1981. Seu maior sucesso, O Bêbado e o Equilibrista, de João Bosco e Aldir Blanc, não só virou o hino da anistia do Brasil pós-regime militar como se tornou o retrato do sentimento de uma geração de homens e mulheres que ela soube interpretar tão bem. Elis morreu prematuramente em 1982 por overdose de cocaína.



  1. Zuzu Angel
  2. Brasil (1923-1976)

  3. A biografia da estilista mineira, natural da cidade de Curvelos, Zuzu Angel poderia se resumir apenas ao sucesso de suas coleções no Brasil e no exterior nos anos 70. Mas a coragem com que enfrentou a ditadura a transformou numa heroína política. Zuzu começou sua carreira em moda no Rio de Janeiro, na década de 50. Vinte anos depois, já famosa, passou a desfilar seus modelos nos Estados Unidos, onde foi bem recebida. Mas o sucesso não a ajudou quando soube que o filho, o militante Stuart Angel, foi preso e morto pelo regime militar. Inconformada, a mãe da jornalista Hildegard Angel, entrou em guerra contra a ditadura e morreu num misterioso acidente de carro em 1976. Recentemente, a biografia de Zuzu virou um filme. Ela foi interpretada por Patrícia Pillar, que soube incorporar a coragem de uma mãe que não teve medo de defender a memória do filho.




MULHER QUE MUDOU MEU MUNDO


A FAMOSA MAMÃE



Minha mãe se chama Ângela e é uma brasileira, lutadora que sai de casa de manhã todos os dias para trabalhar e nem pensa em parar, pois essa guerreira sabe o quanto é importante, para ela, ter sua independência e ser dona do seu próprio nariz. 

A vida ensinou e ela aprendeu, e ensinou aos filhos...eu faço parte dessa trupe, e tenho a honra de conviver com essa mulher que não deixou a peteca cair em nenhum momento. Os perrengues vieram e ela enfrentou sem deixar nunca faltar nada. Deu estudo, incentivou todas as loucuras...hehehe...deu muito amor, e é essa palavra pequena, com significado tão grande, que  descreve bem essa mulher. 

É a personificação da palavra mãe, daquela que não dorme de preocupação, que vai aonde tiver para ajudar, que dá colo, que chora e ri junto, que apóia, que entende, que apazígua (às vezes precisa...hehehe), que transforma qualquer lugar, seja ele sem luz, sem água, sem nada, em lar, pelo simples fato de estar lá. 

Minha mãe não gosta de fotos e com certeza não gosta desse tipo de exposição, mesmo que seja para homenagem, porque sua humildade não permitiria a vaidade de ser homenageada. Vou ser desobediente e vou dizer que você é meu exemplo de mulher, que eu te amo mais que tudo nessa vida e nas que virão se tiverem, que agradeço a Deus por ter me colocado um anjo com tamanha capacidade de amar do meu lado para cuidar de mim. É maravilhoso ser sua filha, fico orgulhosa quando alguém fala que tenho algo que parece com você, porque sei que tudo o que você é e tudo o que faz é algo digno de admiração. 

Obrigada por ter esse coração tão grande e me deixar residir lá! 

EU TE AMO! Feliz dia internacional da mulher...quando eu crescer quero ser como você!






segunda-feira, 5 de março de 2012

Meu aniversário - Ubuntu - para refletir




Todo ano no meu aniversário agradeço o ano que passou e o fato de poder comemorar com saúde, com minha família unida e mais feliz esse ano porque ganhei uma sobrinha linda.



Agradeço a paciência e a dedicação do meu noivo que ano após ano tenta me manter sã em meio a loucura, as madrugadas perdidas por causa das minhas crises de rinite, as horas escutando todas as minhas paranoias, o apoio incondicional a todas as minhas ideias malucas, enfim a todo amor que sempre me deu e que eu sempre tento retribuir a altura.


E agradeço aos amigos que cada dia amo mais e que espero que estejam para sempre comigo, mesmo que os caminhos não se encontrem, que estejam sempre em meu coração.

Não saindo do foco da semana do poder feminino queria homenagear, não somente personagens de filmes, mas mulheres reais que admiro pela luta verdadeira e diária, por conquistarem seu espaço sem perder a doçura. 
Um grande beijo a todas essas pessoas tão especias que representam muitas outras amigas igualmente importantes e que para mim são um grande presente. O melhor presente de aniversário que uma pessoa pode ter é a amizade destas pessoas.



Recebi um post no Facebook de uma amiga africana (Alice se aventurando e fazendo amizade em outros continentes) e achei lindo, porque essa mensagem é bem a nossa cara, reflitam:

UBUNTU (para refletir...)

Um antropólogo estudava os usos e costumes de uma tribo na África, e porque ele estava sempre rodeado pelas crianças da tribo, decidiu fazer algo divertido entre elas; Conseguiu uma boa porção de doces na cidade e colocou todos os doces dentro de um cesto decorado com fita e outros adereços, e depois deixou o cesto debaixo de uma árvore.

Aí ele chamou as crianças e combinou a brincadeira, que quando ele dissesse “já”, elas deveriam correr até aquela árvore e o primeiro que agarrasse o cesto, seria o vencedor e teria o direito de comer todos os doces sozinho.

As crianças se posicionaram em linha, esperando pelo sinal combinado.

Quando ele disse “Já!”, imediatamente todas as crianças se deram as mãos e saíram correndo juntas em direção do cesto. Todas elas chegaram juntas e começaram a dividir os doces, e sentadas no chão, comeram felizes.

O antropólogo foi ao encontro delas e indignado perguntou por que elas tinham ido todas juntas, quando só uma poderia ter tido o cesto inteiro.

Foi ai que elas responderam: - “UBUNTU!!!” “Como um só de nós poderia ficar feliz se todas as outras estivessem tristes?“

UBUNTU significa: - “EU SOU, PORQUE NÓS SOMOS!”

Às vezes a gente pensa que vem pra África pra ensinar a eles, quando na verdade a gente tem muito do que aprender com eles.








EU SOU, PORQUE NÓS SOMOS! 

Eu sou feliz porque nós somos essa família! 

Eu só queria dizer que amo vocês!!!!




domingo, 4 de março de 2012

Semana do Poder Feminino - Aaja Nachle


Escolhi Aaja Nachle para ser meu terceiro filme da Semana do Poder Feminino simplesmente porque ele mostra mesmo a força, a garra e a determinação de uma mulher num país em que a vontade de decidir sua própria vida é vista como descaso com os pais, falta de respeito, entre outros.


Aaja Nachle significa Come, lets dance! (Venha, vamos dançar!). A música é um chamado irresistível...S2...principalmente para mim. 

O filme mostra uma menina chamada Dia interpretada pela maravilhosa Madhuri, cheia de sonhos que ama dançar, numa cidade pequena, cheia de gente tacanha e retrógrada, e que tem seu guru o tempo todo chamando sua atenção. Tal guru era o mesmo que um pai para ela. Um belo dia, um estrangeiro (eles colocam o estrangeiro sempre como uma pessoas que vai lhes fazer mal, um vigarista ou aproveitador. Isto serve tanto para mulher quanto para homem. Estrangeiros vem para destruir as famílias indianas...aff) vem tirar algumas fotos das meninas dançando no teatro da cidade e... 
O amor acontece!



...aí segue o drama de sempre...fuga de um casamento arranjado...corações partidos...ela sai do país, vira dançarina profissional , tem uma filha, se separa do fotógrafo americano bonitão e volta à cidade ao saber que seu guru está morrendo, porém, chega tarde. Lá para ela, apenas um pedido que salve Ajanta que é o teatro onde ela aprendeu a dançar e único centro cultural do local que nesse momento está abandonado.



Chegando lá, ela descobre que por ter ido embora com um estrangeiro ela passou a ser vista como a pior espécie de ser humano na face da terra. Seus pais saíram da cidade por vergonha, sendo renegada até pela sua amiga de infância. Ela descobre que querem derrubar o teatro para a construção de um shopping no local...ela decide chamar as pessoas do local para fazer um show, com o intuito de acordar a comunidade, que a detesta, fazendo as perceber como aquele lugar é importante.



Vou fazer uma ressalva para dizer que esse filme é especial para mim porque no meu primeiro dia de aula de dança indiana, no meu primeiríssimo contato, ele estava passando no computador da academia, a Diva Madhuri, que eu nem conhecia, que nem tinha visto filmes ainda, mas que me encantou nesse clipe, antes mesmo de ver o filme. (Atenção vocês com coração fraco, ver Madhuri dançando pode acarretar ataque cardíaco..hehehe;...e a diva divando como diria Carol).



Todo mundo pegando folego de novo...muitas emoções, quando eu crescer quero ser igual a Madhuri.

Então você pensa que ela já se superou, que o filme nem tem para onde mostrar a força desta mulher que é separada, mãe solteira, dançarina, sozinha que tem a coragem de dar a cara para bater na frente da cidade toda para ensiná-los sobre a importância da cultura...isso tudo se torna ainda mais forte, se considerarmos que ocorre na Índia, onde as tradições mandam em tudo, sejam elas boas ou não.



A cidade toda deixa ela falando sozinha, mas ela não desiste, procura as pessoas para um musical, e as consegue com muita luta, e aí começa as partes mais engraçadas e um romance lindo começa acontecer e não é com a personagem principal e sim com Konkona (menina toda moleque, que não sabe se vestir, nem dançar, nada, mas que tem paixão pelo par romântico dela no musical que estão ensaiando), que me surpreendeu pelo talento e brilho nesse filme.




O par romântico é o ogro Kunal, que é tudo de lindo mas um grosseirão. Todas as músicas deste filme são lindas...nossa! Acompanhem os treinamentos para o musical e esse amor lindo vai tomando prumo....ahhh, love is in air!



Bom, como já disse o povo era tacanha, e aquele teatro lá atrapalharia alguns interesses de grandes empresários locais que queriam a construção do shopping, então ocorrem agressões, tentativas de quebrarem todas as coisas do teatro, traição, enfim...o show acontece pela persistência da nossa guerreira Madhuri e seus fiéis amigos, e foi uma das coisas mais lindas que já vi. Acompanhem: Laila e Majnu - uma da mais belas histórias de amor.


Eu me emociono até quando falo desse filme, lindo demais! Acho até que seduzir e roubar coração, transformar sapos em príncipes é mais uma faceta do poder feminino...hehehe.



Emoção de fim de filme, quando a heroína (filmes feitos para dar destaque à heroínas são raríssimos) mostra que tem uma palavra só, que tem o poder de modificar não só a mente fechada de pessoas de uma cidadezinha, como pode conquistar o que quiser. "Impossível" para uma mulher é uma coisa que ela não tentou ainda com afinco, pois se tentar, se torna possível.


Um grande beijos a todas as Madhuris da minha vida, as amigas da Comunidade Quero Cinema Indiano no Brasil, à minha mãe e à todas as mulheres do mundo que matam um leão por dia, por serem mulheres e persistirem!  








sábado, 3 de março de 2012

Semana do Poder Feminino - Mother Índia




Quando comecei a pesquisar sobre a Índia, um filme que frequentemente era citado era Mother Índia (1957), um épico cheio de simbolismos, que tornou -se uma lenda por causa das atuações fantásticas nele. Este filme foi considerado um remake de "...E o vento levou", mas as semelhanças estão mais na força da atriz principal, que é o motivo pelo qual estou  escrevendo hoje, Nargis é uma das figuras mais queridas e admiradas da Índia.








Eu assisti ao filme, que está disponível na Comunidade Quero Cinema Indiano no Brasil, com a pretensão de aprender um pouco mais desse mundo mágico que é Bollywood e um pouco mais da “Mãe” Índia, essa terra com tantas lutas e um povo tão guerreiro.






Eu sabia que era um clássico e estava super curiosa porque li muito sobre o filme e toda repercussão que teve na Índia na época ate pelos enganos como por exemplo o fato de que quase proibiram o filme porque pensaram ser baseado no livro Mother Índia de Katherine Mayo. O livro que falava do machismo, do tratamento que as mulheres da Índia têm, antes de se casarem, por seus pais e algumas são até mortas quando nascem e depois do casamento se tornam uma espécie de escrava. Fala também sobre os intocáveis, os mal tratos aos animais, a sujeira das ruas, do caráter de seus políticos e destacou o que ela chamou de sexualidade galopante dos indianos. Então esse livro foi queimado na Índia e algumas figuras importantes escreveram criticas sobre isto, inclusive Ghandi. As autoridades indianas pediram o roteiro do filme, quando o diretor começou a produzi-lo, por medo de ser baseado no “maldito” livro de Mayo, mas na verdade o diretor falou que o filme é meio que uma resposta a esse livro, mostrando a verdadeira Índia.




Li um comentário sobre esse filme que dizia para prestar atenção aos simbolismos, então de cara reconheci a figura da mãe como a Índia e seus filhos como toda a sua enorme população: os filhos da ÍndiaUm desses filhos é Ramu (Rajendra Kumar), conformado e segue todos os preceitos e aceita tudo, enquanto o outro é Birju, filho revoltado, não aceita injustiças, quer aprender a ler, quer saber o porquê de tudo e desde pequeno já se nota que ele não concorda com o que está acontecendo à sua volta e é castigado por se rebelar a todo momento. 






Imaginem que a caixa de pandora foi aberta e tudo de ruim sai da caixinha e todas elas acontecem com essa família, passar fome é só um detalhe. No final de todo esse drama acontece algo que eu penso que o diretor queria dizer que com sangue, e sob sangue, a Índia cresceu e produziu bons frutos e surgiu como uma terra que cuida melhor de seus filhos. 







Nargis passa o filme todo mostrando que não basta ser mulher nesse mundo, você tem que ser mãe e se precisar passar fome para que seu filhos possam comer, que assim seja.






Tem que ser trabalhadora, dentro de casa, e fora dela também, porque somos capazes de fazermos tudo o que quisermos e, na maioria das vezes, muito melhor que muitos homens.




Não basta ser mulher, tem que ser feita do mais puro amor para lidar com a vida. Ela educa não só seus filhos, mas todos que passam em sua vida...esse poder de troca que temos e que ninguém passa por nós sem levar um pouquinho de nós e aprender algo. Aprendi muito quando parei de falar e comecei a ouvir as "gurumaas" de minhas vida..."hay que endurecerse, pero sin, perder la ternura jamás".







Adoro quando algum amigo me pergunta: "mas vocês mulheres parecem ser feitas de outra matéria, do que vocês são feitas?" Eu respondo que somos feitas do pó que são feitas as estrelas...hehehe.






Momento Pyaar


Nas gravações desse filme o set pegou fogo de verdade e a atriz Nargis correu risco de vida, e quem a salvou foi Sunil Dutt, que estava representando um dos filhos dela no filme. Ele pegou uma coberta, entrou no meio do fogaréu e tirou ela de lá sã e salva. Eles se apaixonaram na vida real e se casaram, e eu virei fã dele para sempre. Isso é que é herói.










quinta-feira, 1 de março de 2012

Semana do Poder Feminino – Veer Zaara


Algumas amigas e eu nos juntamos para fazer a Semana do Poder Feminino homenageando esse ser tão complexo sensível e ao mesmo tempo tão forte que é a mulher. 


Os blogs participantes são:



Descobrindo A Índia, da Simone
Mania de Bolly, da Isa
Deewaneando, da Carolyne

Essa semana é a que precede o Dia Internacional da Mulher e é especialmente importante para mim porque é também nessa semana que faço aniversário, então preparem-se para fortes emoções.

Para deixá-los a par do que vai acontecer, vamos passar essa semana retratando nos filmes indianos as mulheres mais poderosas, com atitudes dignas de admiração e destaque, já que sabemos das dificuldades que é ser forte e mostrar determinação diante de séculos de machismo, ainda mais em personagens do cinema, que é algo tão importante na Índia.

O filme que escolhi foi VEER ZAARA, fiquem atentos pois o post contém spoilers.




Esse filme é belíssimo e pensei primeiramente em pegar uma das personagens, mas achei que as duas mereciam  esse título de POWER GIRL. São elas: 

§  Preity Zinta como Zaara (mocinha do filme)
§  Rani Mukerji como Saamiya Siddiqui (advogada de Veer)

Para entenderem o porquê da minha admiração vou contando a história e pontuando o que quero. 
Lets go!



                             Zaara



O filme começa de maneira bem marcante, mostrando Zaara, uma jovem paquistanesa, bem moleca, feliz e independente que não tem planos para casamento, que acha que pode muito bem se virar sozinha e ela diz isso muito tranquilamente, mesmo sendo de uma família tradicional, cheia de apego aos costumes e tradições, bem machistas por sinal.

Sempre me divirto com esse clipe onde ela diz que é dessa maneira e que sempre será e que não vai mudar seu estilo, estejam as pessoas felizes ou não...adoroooooo!!!


Logo depois desse momento muito divertido vem uma noticia super triste que a faz desabar. Mas o que poderia deixá-la totalmente suscetível, a deixou mais forte. Ela perde a avó e faz a promessa de realizar seu último desejo, que é seguir os rituais hindus e que seus restos mortais fossem jogados no rio de sua cidade natal, na Índia.

Ela, então, sai de casa no Paquistão e começa uma viagem para Índia. Vocês devem estar pensando: Mas o que tem isso demais? Todo mundo viaja sozinho!

Ok, vou explicar: a Índia e o Paquistão, hoje em dia, vivem de forma cordial. Mas nem sempre foi assim, existem diferenças culturais e religiosas que causam uma briga velada e que refletem até hoje de uma forma ou de outra na sociedade. Outra coisa que tornaria essa viagem bem perigosa seria o fato de que há muitos casos de abuso sexual. 

Ok, o fato de viajar sozinha não faz da personagem exatamente uma "power girl", é inocência e até mesmo burrice, mas a admiro pela determinação e a coragem dela de traçar uma meta e cumpri-la,  custe o que custar.

Nessa viagem, o ônibus em que estava sofre um acidente. E aí entra o herói da história, que é simplesmente o tudo de bom do Veer (Shah Rukh Khan), que para melhorar é piloto da Força Aérea da Índia.
  

Pela primeira vez na história, esse momento ficará marcado, pois não vou dar destaque nenhum ao herói da trama, porque isso já acontece sempre. Ele vai ficar nesse parágrafo como o "hero", only it.

Voltando ao filme, eles brigam e se apaixonam, apesar de não perceberem, e ele a convida como amiga para passar um dia com ele e a leva para a casa dos pais dele. O pai de Veer diz conta com orgulho que foi ele que brigou para que a cidade tivesse eletricidade, hospital e que as todas as crianças estudam ate o 8º ano na escola que eles construíram lá, depois os rapazes são mandados para outra cidade para continuar os estudos, segundo ele as moças não precisam de mais estudo, pois precisam aprender a cuidar da casa e seus afazeres domésticos... hrhrhrhrhrrh... meu momento ódio. Meu momento alegria e o momento mais "Power Girl" acontece quando Zaara questiona e diz que isso não é justo... hehehe.

"_As moças de hoje tem alcançado a lua. Caminham ao mesmo nível que os homens. Talvez com estudo uma moça dessa aldeia poderia superar seu filho". (P.S. Um dos melhores diálogos do filme)

Começa, então, o Lohri (Festival que celebra no solstício de inverno a fartura, a agricultura). O pai de veer (Amitabh Bachchan) promete construir uma faculdade para que as moças possam estudar...e vem a cena que mostra bem a essência da Índia.



Todos estão felizes, o casalzinho já está totalmente envolvido, a família dele já a ama como filha... parece que nada pode impedir que o mocinho peça a mocinha em casamento...tsc tsc... isso é um filme indiano meus caros, tudo pode acontecer nesse exato momento...querem exemplos? Ok...uma doença incurável, a religião, um meteoro, um ET... qualquer coisa pode acontecer... acreditem. 

Brincadeiras à parte, o que separaria o casal seria os costumeiros problemas...ela, paquistanesa, ele, indiano...ela, prometida...ele, sabendo disso de surpresa...ela, uma mulher, não tendo como escolher...ele, capaz de tudo, até largando o emprego para ir atrás dela (P.S. Por ele ser um militar da Índia, ele não poderia entrar no Paquistão, por isso largou o emprego). Resultado: os pais dela não o aceitam, fazem com que ele prometa ir embora e, no meio do caminho, o noivo de Zaara, mulher que ele ama, o faz assinar um papel dizendo que ele é outro homem, um espião indiano e, para resguardar a felicidade da mocinha, ele prometeu nunca citar o nome dela... Passam-se 22 anos... resumo da história para entrar em cena a outra "Power Girl":


Saamiya


Saamiya é uma advogada, pegando seu primeiro caso e encontra Veer na prisão e fica intrigada com o fato de acharem que o caso dele é impossível de se resolver, como se a pena já fosse um fato consumado... 22 anos de prisão e ele se matinha em silêncio como um culpado. Ela se aproxima e o convence a brigar pela própria liberdade. A força dessa personagem me lembra uma amiga muito querida chamada Carolyne...o blog dela está participando dessa semana do poder feminino, visitem Deewaneando e conheçam essa pessoa maravilhosa.





Ele então a conta sua história. Saamyia briga com todas as forças pela liberdade dele. Tenta conversar com todos, mas como é um caso misterioso, que envolvia gente poderosa, estava fadada ao fracasso. 

A acusação seria feita por um advogado de renome, para quem Saamyia estagiou, e era do tipo capaz de qualquer sujeira para ganhar um caso e ele não mediria esforços para provar que ela não seria capaz de vencê-lo...que deveria se casar e virar dona de casa, que advocacia não era carreira para mulher. Esse era o discurso que  ela ouvia assim que entrava na cadeia para visitar Veer. Fiquei um pouco enojada nessas partes em que os policias se atreviam a dizer coisas machistas e sem pudor a ela. 

O caso parecia perdido, mas não para a super Saamiya (Rani Diva). Ela pesquisa cada detalhe da história de Veer e para surpresa de todos...ela encontra o grande amor da vida dele, Zaara, viva e cuidando das crianças da aldeia natal dele. Ela era a única que realmente poderia provar a inocência de Veer... e.... depois de 22 anos, o amor não mudou nadinha...só cresceu... por isso amo os filmes indianos.






Veer-Zaara é com certeza um filme emocionante. 

Espero que tenham curtido essa luz que coloquei acerca do poder feminino no cinema indiano. 

Beijos a todos !